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Boletim de vitamina D | Clínica Médica | Outubro

  • Vitamina D direcionada após infarto: impacto sobre eventos cardiovasculares maiores.

May HT, Le VT, Anderson JL, Iverson L, Bair TL, Knight S, et al. Targeted vitamin D supplementation and major adverse cardiovascular events after myocardial infarction: the TARGET-D trial. Eur Heart J. 2026 Sep 7:ehag611. doi: 10.1093/eurheartj/ehag611.

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42702500/

A vitamina D foi avaliada como estratégia personalizada de prevenção cardiovascular secundária após infarto do miocárdio. No ensaio pragmático randomizado TARGET-D, 630 pacientes foram acompanhados por, em média, 4,2 anos; o grupo intervenção recebeu vitamina D3 com titulação para manter 25(OH)D entre 40 e 80 ng/mL. A estratégia não reduziu significativamente o desfecho composto de morte, novo infarto, hospitalização por insuficiência cardíaca ou acidente vascular cerebral (15,7% vs. 18,4%; HR 0,85; IC95% 0,58-1,24; p=0,40). Entretanto, foi observado menor risco de novo infarto em análise secundária (3,8% vs. 7,9%; HR 0,48; p=0,03). O achado é clinicamente interessante, mas deve ser interpretado como exploratório, pois o desfecho primário foi negativo e não foi demonstrado benefício consistente nos demais componentes cardiovasculares.

Material exclusivo para uso medico. A Myralis não recomenda o uso de seus produtos for a das informações contidas em bula.

 

  • Vitamina D como adjuvante à terapia com ferro na anemia ferropriva.

Yadav HN, Mehadwan SS, Dubey N, Aggarwa M, Kumar A, Vishwakarma VK, et al. Vitamin D supplementation enhances hematologic recovery in vitamin D-deficient adults with iron deficiency anemia. J Nutr. 2026 Sep 15:101832. doi: 10.1016/j.tjnut.2026.101832.

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42744242/

A vitamina D foi investigada como adjuvante da recuperação hematológica em adultos com anemia ferropriva. O estudo avaliou 385 participantes distribuídos entre grupos com suficiência ou deficiência de vitamina D, tratados com ferro e micronutrientes, sendo que um grupo deficiente recebeu adicionalmente 60.000 UI semanais de colecalciferol durante seis semanas. Após 90 dias, o grupo tratado com ferro mais vitamina D apresentou as maiores melhorias em hemoglobina, hematócrito, contagem de hemácias, índices eritrocitários e ferritina, com diferenças ajustadas significativas (p<0,05). Apesar do sinal favorável, o resumo não apresenta magnitudes ajustadas nem intervalos de confiança, e a comparação não foi descrita como randomizada. Assim, os resultados sugerem possível contribuição da vitamina D para eritropoiese e metabolismo do ferro, mas necessitam de confirmação em ensaios randomizados.

Material exclusivo para uso medico. A Myralis não recomenda o uso de seus produtos for a das informações contidas em bula.

 

  • Suplementação personalizada de vitamina D e marcadores de fibrose na doença hepática crônica.

Zhong C, Yang W, Yin X. Vitamin D screening and targeted supplementation delays liver fibrosis in patients with chronic liver disease: a prospective randomized controlled trial. Front Med (Lausanne). 2026 Sep 29;13:1879205. doi: 10.3389/fmed.2026.1879205.

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42870915/

A vitamina D foi estudada como possível terapia adjuvante para retardar a progressão da fibrose hepática. Sessenta pacientes com doença hepática crônica foram randomizados para terapia hepatoprotetora convencional ou tratamento convencional associado à suplementação individualizada de vitamina D3 por 12 meses. Ao final, o grupo suplementado apresentou menores níveis de AST e ALT, além de menores escores APRI e medidas de rigidez hepática, com p<0,05. Os resultados apontam para um potencial efeito hepatoprotetor e antifibrótico, porém se baseiam em um ensaio pequeno, unicêntrico, aberto e sem confirmação histológica. Portanto, o estudo representa um sinal precoce em marcadores não invasivos, e não comprovação de redução da fibrose clínica.

Material exclusivo para uso medico. A Myralis não recomenda o uso de seus produtos for a das informações contidas em bula.

 

Estratégias de dose de vitamina D para controle metabólico em adultos com pré-diabetes.

Wu W, Han Y, Yang J, Zhang H, Li Y, Sun Y, et al. Effects of vitamin D supplemental dose in adults with prediabetes: a systematic review and network meta-analysis. Nutr Rev. 2026 Sep 10:nuag109. doi: 10.1093/nutrit/nuag109.

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42721218/

Uma revisão sistemática com meta-análise em rede de 21 ensaios randomizados comparou diferentes doses de vitamina D em adultos com pré-diabetes. Doses iguais ou superiores a 4.000 UI/dia reduziram a insulina de jejum em comparação ao controle (DM -0,30; IC95% -0,56 a -0,03) e o HOMA-IR em comparação às doses baixas (DM -2,82; IC95% -5,06 a -0,57). Doses baixas apresentaram o melhor ranking para redução da glicemia de jejum, mostrando que não houve uma única faixa de dose superior em todos os desfechos. Os resultados sugerem possível benefício sobre parâmetros glicêmicos intermediários, mas ainda não sustentam prevenção comprovada do diabetes tipo 2, especialmente devido à heterogeneidade entre esquemas, populações e comparações indiretas.

Material exclusivo para uso medico. A Myralis não recomenda o uso de seus produtos for a das informações contidas em bula.

 

Vitamina D como terapia adjuvante dirigida ao hospedeiro na tuberculose pulmonar.

King S, Malan L, Visagie J, Hayford FEA, Zandberg L, Dolman-Macleod RC, et al. Effects of immune-modulatory nutrients as host-directed therapy in pulmonary tuberculosis patients: a systematic review and meta-analysis. Nutr Rev. 2026 Oct 10:nuag134. doi: 10.1093/nutrit/nuag134.

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42858461/

A vitamina D foi avaliada como terapia adjuvante dirigida ao hospedeiro, com o objetivo de modular a resposta imune e inflamatória durante o tratamento da tuberculose pulmonar. Na revisão sistemática e meta-análise, a suplementação reduziu o escore clínico de tuberculose em oito semanas (SMD -0,83; IC95% -1,09 a -0,57; p<0,001) e a proteína C-reativa em seis semanas (SMD -0,43; IC95% -0,83 a -0,03; p=0,03). Entretanto, não houve melhora significativa na conversão da baciloscopia do escarro (OR 1,05; IC95% 0,99-1,10; p=0,098). O sinal é relevante para sintomas e inflamação, mas não demonstra maior eliminação microbiológica, e a certeza da evidência foi baixa a muito baixa.

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