Por que o cardiologista deve se importar?
A constipação intestinal crônica acomete entre 10% e 16% dos adultos, com prevalência que aumenta de forma expressiva a partir dos 60 anos1. É definida, segundo os critérios atuais de Roma V, pela presença de pelo menos dois entre seis sintomas — esforço evacuatório, fezes endurecidas, sensação de evacuação incompleta, sensação de bloqueio anorretal, necessidade de manobras manuais ou menos de três evacuações por semana —, presentes em ao menos um quarto das evacuações, por no mínimo três meses, com início há pelo menos seis meses2.
No paciente cardiovascular, a constipação costuma ser ainda mais frequente, somando-se fatores iatrogênicos, sedentarismo e comorbidades que raramente são lembrados como causa quando o sintoma surge no consultório de cardiologia. Mais do que um incômodo digestivo, ela carrega implicações cardiovasculares relevantes. Em uma coorte com mais de 540 mil pacientes hospitalizados, a presença de constipação esteve associada de forma independente a maior risco de hipertensão arterial (OR 1,96; IC95% 1,94–1,99), infarto agudo do miocárdio, angina e acidente vascular encefálico, mesmo após ajuste para os fatores de risco tradicionais3. Uma metanálise recente, reunindo mais de cinco milhões de participantes, encontrou incremento de 14% no risco de infarto entre pacientes constipados (RR 1,14; IC95% 1,08–1,20)4, e uma análise do UK Biobank mostrou razão de chance de 2,15 para eventos cardiovasculares maiores nessa população, mesmo após ajuste multivariado5.
Mecanismos fisiopatológicos
Os mecanismos por trás dessa associação ainda vêm sendo elucidados, mas alguns já têm respaldo consistente na literatura. O mais direto é de natureza mecânica: o esforço evacuatório reproduz uma manobra de Valsalva, com pico pressórico transitório, queda do retorno venoso e do débito cardíaco, seguidos de efeito rebote hipertensivo. Em coronariopatas e em portadores de insuficiência cardíaca, esse padrão pode ser suficiente para precipitar isquemia, arritmias ou descompensação aguda.
Um segundo mecanismo, menos intuitivo na prática clínica, decorre da disbiose intestinal associada à constipação crônica. O aumento da permeabilidade epitelial favorece a translocação de lipopolissacarídeos bacterianos e a ativação de receptores TLR4, com consequente resposta inflamatória sistêmica6. Parte dessa cascata se traduz em maior produção de TMAO ( metabólito derivado da fosfatidilcolina e da L-carnitina pela ação da microbiota intestinal), substância já bem estabelecida como marcador independente de risco cardiovascular e de mortalidade7. Soma-se a isso a redução de ácidos graxos de cadeia curta, sobretudo butirato e propionato, que compromete a integridade da barreira mucosa e reduz a ativação de receptores como GPR41 e GPR43, também expressos no endotélio vascular, com repercussão desfavorável sobre o controle pressórico8. Esses mecanismos estão resumidos na Tabela 1.
Fatores etiológicos farmacológicos: o arsenal cardiológico como fator contribuinte
Boa parte dos pacientes cardiovasculares está exposta, de forma simultânea, a múltiplos fármacos com potencial constipante, listados na Tabela 2. Os opioides prescritos no pós-infarto ou para dor crônica figuram entre os mais relevantes: o agonismo em receptores µ entéricos reduz o peristaltismo, aumenta o tônus esfincteriano e diminui as secreções intestinais, levando à constipação induzida por opioide em 40% a 60% dos pacientes9. Bloqueadores de canal de cálcio, sobretudo verapamil e diltiazem, atuam por mecanismo semelhante na musculatura lisa colônica, com incidência estimada em torno de 7%10. Diuréticos contribuem por depleção de volume intraluminal e por distúrbios eletrolíticos, sobretudo quando associados à restrição hídrica, comum nesse perfil de paciente. Suplementos de ferro, presentes em parte considerável das prescrições cardiológicas, irritam a mucosa e alteram a microbiota, podendo chegar a 30% de incidência10. Amiodarona e outros agentes com ação anticolinérgica completam esse quadro.
Quando essas causas não são reconhecidas, é comum que se inicie uma nova prescrição para tratar o efeito adverso em vez de revisar a medicação original, fenômeno conhecido como cascata de prescrição, particularmente frequente em pacientes idosos polimedicados11.
Diagnóstico
O diagnóstico continua sendo eminentemente clínico, baseado nos critérios descritos no início do texto e detalhados na Tabela 3. A Escala de Bristol auxilia na avaliação objetiva da consistência fecal e serve como referência prática no acompanhamento, com os tipos 3 e 4 representando o alvo terapêutico, a escala completa está reproduzida na Tabela 4. Sinais de alarme, como sangramento retal, perda de peso involuntária, anemia ferropriva sem causa identificada, início após os 50 anos sem investigação prévia ou história familiar de neoplasia colorretal, justificam encaminhamento ao gastroenterologista antes de qualquer tentativa terapêutica empírica.
Abordagem terapêutica: eficácia e segurança cardiovascular comparadas
As medidas não farmacológicas seguem como base do tratamento em qualquer cenário: hidratação adequada, fibra dietética e mobilização progressiva, sempre que possível. Quando essas medidas não bastam, a escolha do laxativo no paciente cardiovascular precisa considerar, além da eficácia, o perfil de absorção sistêmica, o impacto eletrolítico e o potencial de interação medicamentosa, um comparativo entre as principais classes está na Tabela 5.
O polietilenoglicol sem eletrólitos reúne as características mais favoráveis para essa população. Atua por mecanismo osmótico puramente físico, sem absorção sistêmica relevante, sem metabolização hepática e sem interação farmacocinética com anticoagulantes, antiplaquetários, estatinas ou bloqueadores do sistema renina-angiotensina-aldosterona12. Por não conter eletrólitos, evita o risco de distúrbios eletrolíticos, aspecto particularmente importante em pacientes com insuficiência cardíaca em uso de diuréticos e inibidores do SRAA, nos quais qualquer oscilação de potássio ou sódio pode repercutir diretamente sobre o ritmo cardíaco. Comparado à lactulose, mostra-se superior tanto em frequência quanto em consistência fecal, com menor incidência de flatulência e distensão abdominal12. A posologia é flexível: um envelope ao dia (8,5g ou 17g), ajustável conforme a resposta clínica, com a própria Escala de Bristol servindo de parâmetro de titulação.
Os laxativos estimulantes, como bisacodil e sena, seguem indicados para uso pontual, mas merecem cautela quando usados de forma contínua nesse perfil de paciente: o esforço gerado pelas cólicas pode reproduzir o mesmo mecanismo de Valsalva discutido anteriormente, e o uso prolongado associa-se a hipocalemia, que se soma ao risco já presente em quem está em uso de diuréticos10. Formadores de massa, por sua vez, devem ser evitados especificamente na constipação induzida por opioide, já que aumentam o volume fecal sem incremento proporcional da motilidade, com risco de impactação9.
Quando a constipação se mostra refratária ao polietilenoglicol e há indicação de associar um agente procinético, a prucaloprida costuma ser a opção mais segura do ponto de vista cardiovascular. Sua seletividade pelos receptores 5-HT4, sem ação relevante sobre canais hERG, a diferencia de agentes mais antigos, como tegaserode e cisaprida, sem sinal de risco arrítmico identificado em estudos controlados13.
Um exemplo recente de nossa prática clínica ilustra bem essa abordagem. Paciente de 68 anos, hipertenso, com infarto inferior havia 12 dias, em uso de AAS, clopidogrel, atorvastatina, metoprolol, enalapril, furosemida e tramadol para dor musculoesquelética crônica, permanecia sem evacuar havia seis dias. Durante uma tentativa de evacuação forçada, o monitor registrou extrassístoles ventriculares isoladas e queda transitória da saturação. A etiologia, nesse caso, era multifatorial: o tramadol como principal fator predisponente, somado ao efeito da furosemida e à redução da mobilidade no pós-infarto. Laxativos estimulantes estariam contraindicados nesse contexto, pelo risco somado de esforço evacuatório e de hipocalemia em associação ao diurético. A conduta mais adequada teria sido iniciar o polietilenoglicol já no momento da prescrição do tramadol, e não apenas depois que a constipação se instalou, prática que, idealmente, deveria constar como rotina na alta hospitalar de qualquer paciente em uso de opioide.
A constipação intestinal, portanto, não deveria ser tratada como sintoma menor no paciente cardiovascular. Ela é, ao mesmo tempo, fator de risco independente para eventos cardiovasculares e gatilho potencial de descompensação aguda por meio da manobra de Valsalva. Reconhecer o próprio arsenal farmacológico cardiológico como causa frequente, em vez de apenas tratar o sintoma de forma isolada, evita a cascata de prescrição e melhora o desfecho clínico. Entre as opções terapêuticas disponíveis, o polietilenoglicol sem eletrólitos reúne o perfil de eficácia e segurança mais adequado a essa população, devendo ser considerado de forma profilática sempre que um opioide for prescrito.
Mensagens finais
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01 |
Constipação não é sintoma menor no paciente cardiovascular: é fator de risco independente para hipertensão arterial, infarto agudo do miocárdio e eventos cardiovasculares maiores, além de gatilho agudo de descompensação por meio da manobra de Valsalva.3,4,5 |
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02 |
O próprio arsenal farmacológico cardiológico — opioides, bloqueadores de canal de cálcio, diuréticos e ferro — costuma ser o principal fator etiológico. Reconhecer essa causa evita a cascata de prescrição.9,10,11 |
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03 |
O polietilenoglicol sem eletrólitos é a escolha preferencial nessa população: biologicamente inerte, sem interações medicamentosas relevantes, sem risco de distúrbios eletrolíticos e superior à lactulose em eficácia.12 |
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04 |
O polietilenoglicol deve ser iniciado de forma profilática ao se prescrever um opioide, já que a tolerância à constipação induzida por opioide não se desenvolve com o tempo. A Escala de Bristol serve de parâmetro de acompanhamento, com os tipos 3 e 4 como alvo, e a prucaloprida pode ser considerada como segunda linha pelo seu perfil cardiovascular favorável.9,2,13 |
Referências
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Tabelas
Tabela 1. Mecanismos fisiopatológicos da associação entre constipação e doença cardiovascular.
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Mecanismo |
Repercussão aguda |
Repercussão crônica |
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Manobra de Valsalva durante esforço evacuatório |
Pico pressórico, queda de retorno venoso e débito cardíaco, efeito rebote hipertensivo, arritmias |
Fator desencadeante de isquemia ou descompensação em coronariopatas e portadores de ICC3,5 |
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Disbiose intestinal |
Aumento de permeabilidade epitelial, translocação de LPS, ativação de TLR46 |
Maior produção de TMAO, associada a risco cardiovascular e mortalidade7 |
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Redução de ácidos graxos de cadeia curta |
Comprometimento da barreira mucosa intestinal |
Menor ativação de GPR41 e GPR43, com repercussão desfavorável sobre o controle pressórico8 |
TMAO: trimetilamina N-óxido. TLR4: receptor toll-like 4. LPS: lipopolissacarídeos. GPR: receptor acoplado à proteína G. ICC: insuficiência cardíaca congestiva.
Tabela 2. Principais fármacos cardiovasculares associados a constipação.
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Fármaco / classe |
Mecanismo |
Incidência |
Observação |
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Opioides |
Agonismo em receptores µ entéricos, redução do peristaltismo |
40-60%9 |
Iniciar polietilenoglicol de forma profilática9 |
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Bloqueadores de canal de cálcio |
Redução de motilidade da musculatura lisa colônica |
~7%10 |
Mais frequente com verapamil e diltiazem |
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Diuréticos |
Depleção de volume intraluminal e distúrbios eletrolíticos10 |
Variável |
Agravada por restrição hídrica |
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Ferro oral |
Irritação de mucosa, alteração de microbiota |
Até 30%10 |
Considerar formulação de liberação lenta |
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Amiodarona / anticolinérgicos |
Bloqueio colinérgico, redução de motilidade |
Variável10 |
Evitar estimulantes em uso prolongado |
Incidências estimadas a partir de revisões sobre constipação induzida por fármacos.
Tabela 3. Critérios diagnósticos de Roma V para constipação crônica e sinais de alarme para encaminhamento ao gastroenterologista.
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Critérios diagnósticos |
Sinais de alarme |
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Dois ou mais critérios abaixo, em pelo menos um quarto das evacuações, por no mínimo três meses, com início há pelo menos seis meses: — Esforço evacuatório — Fezes endurecidas ou fragmentadas (Bristol tipo 1 ou 2) — Sensação de evacuação incompleta — Sensação de bloqueio ou obstrução anorretal — Necessidade de manobras manuais para facilitar a evacuação — Menos de três evacuações espontâneas por semana Fezes amolecidas raramente presentes sem uso de laxativos, e critérios insuficientes para síndrome do intestino irritável.2 |
— Sangramento retal — Perda de peso involuntária — Anemia ferropriva sem causa identificada — Início após os 50 anos sem investigação prévia — História familiar de neoplasia colorretal A presença de qualquer um desses sinais justifica encaminhamento ao gastroenterologista antes de tratamento empírico.10 |
Tabela 4. Escala de Bristol.14
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Tipo |
Descrição |
Interpretação |
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1 |
Fezes separadas e duras, semelhantes a nozes |
Constipação grave |
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2 |
Formato de salsicha, grumosa e endurecida |
Constipação |
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3 |
Formato de salsicha com fissuras superficiais |
Normal |
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4 |
Salsicha ou cobra, lisa e macia |
Ideal — alvo terapêutico |
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5 |
Fragmentos macios com bordas definidas |
Tendência diarreica |
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6 |
Massa mole, bordas irregulares |
Diarreia leve |
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7 |
Totalmente líquida, sem partes sólidas |
Diarreia franca |
Alvo terapêutico: tipos 3 e 4. Tipos 1 e 2 indicam constipação ativa; tipos 6 e 7 sugerem ajuste de dose ou outra etiologia.
Tabela 5. Comparativo de laxativos no paciente cardiovascular.
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Classe |
Mecanismo |
Eficácia |
Segurança cardiovascular |
Posição terapêutica |
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Polietilenoglicol sem eletrólitos |
Osmótico, sem absorção sistêmica relevante |
Alta; NNT 3-4; superior à lactulose em frequência e consistência fecal12 |
Sem interação medicamentosa e sem distúrbio eletrolítico12 |
Primeira linha12 |
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Lactulose |
Osmótico, dissacarídeo não absorvível |
Moderada; inferior ao polietilenoglicol em frequência e consistência fecal12 |
Flatulência e distensão podem incomodar cardiopatas sintomáticos12 |
Alternativa se polietilenoglicol indisponível |
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Estimulantes (bisacodil, sena) |
Estimulação direta do plexo entérico |
Alta em curto prazo; tolerância tende a ocorrer com uso prolongado10 |
Risco de hipocalemia em uso prolongado e de esforço evacuatório (Valsalva)10 |
Uso pontual apenas |
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Formadores de massa |
Aumento de volume fecal |
Moderada; dependente de ingestão hídrica adequada |
Contraindicados na constipação por opioide (OIC)9 |
Adjuvante em constipação leve |
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Prucaloprida |
Agonista seletivo de receptores 5-HT4 |
Alta; doses de 1 mg e 2 mg/dia superiores ao placebo em ensaios fase III13 |
Sem ação sobre canais hERG, sem sinal arrítmico em estudos controlados13 |
Segunda linha, se refratário ao polietilenoglicol |
NNT: número necessário para tratar. 5-HT4: receptor serotoninérgico tipo 4. hERG: canal de potássio relacionado a risco arrítmico fármaco-induzido. OIC: constipação induzida por opioide. * Antagonistas periféricos de receptores µ-opioides (PAMORAs) aprovados pela FDA/EMA para OIC refratária não possuem registro Anvisa vigente para comercialização no Brasil.
Áureo de Almeida Delgado CRMMG 16369, RQE 11035 e 11036
Professor Adjunto da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora-MG
Membro Titular da Federação Brasileira de Gastroenterologia