- Vitamina D como terapia adjuvante na esclerose múltipla: uma metanálise em rede de ensaios clínicos randomizados.
Zhuang Y, Meng J, Dai X, He M, Liu P, Gao S. Vitamin D for multiple sclerosis as an adjuvant therapy: A network meta-analysis of randomized controlled trials. Clin Nutr. 2026 Jul;62:106692. doi: 10.1016/j.clnu.2026.106692. Epub 2026 May 26. PMID: 42242131.
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42242131/
A vitamina D tem sido investigada como potencial terapia adjuvante na esclerose múltipla (EM) devido aos seus efeitos imunomoduladores. Em uma metanálise em rede que incluiu 32 ensaios clínicos randomizados e 2.254 pacientes, a suplementação associada ao tratamento padrão reduziu o risco de recaídas (RR 0,80) e promoveu melhora da incapacidade avaliada pelo EDSS (DM −0,22) em comparação ao placebo. Os maiores benefícios foram observados com esquemas de altas doses e longa duração, com redução das recaídas (RR 0,76; IC95% 0,59-0,98) e melhora do EDSS (DM −0,28; IC95% −0,54 a −0,03), sem aumento significativo de eventos adversos graves. Embora não substitua as terapias modificadoras da doença, os resultados sugerem que a vitamina D pode representar uma estratégia adjuvante promissora no manejo da EM, especialmente em pacientes com deficiência da vitamina.
- Suplementação de vitamina D nos primeiros 2 anos e características do espectro autista aos 6-8 anos - um ensaio clínico randomizado
Sandboge S, Seppälä V, Lintula S, Holmlund-Suila E, Hauta-Alus H, Kajantie E, Mäkitie O, Andersson S, Räikkönen K, Heinonen K. Vitamin D supplementation in the first 2 years and autism spectrum traits at 6-8 years - a randomized clinical trial. J Child Psychol Psychiatry. 2026 Jul;67(7):1004-1014. doi: 10.1111/jcpp.70110. Epub 2026 Jan 5. PMID: 41486975; PMCID: PMC13265620.
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41486975/
A vitamina D tem sido investigada como um possível modulador do neurodesenvolvimento durante os primeiros anos de vida. Neste ensaio clínico randomizado que acompanhou 366 crianças, a suplementação de vitamina D3 em dose superior à recomendação padrão durante os primeiros dois anos de vida não reduziu os escores de traços relacionados ao transtorno do espectro autista (TEA) entre 6 e 8 anos na análise principal. No entanto, análises exploratórias mostraram que, entre os meninos, níveis mais elevados de 25(OH)D aos 1 e 2 anos de idade estiveram associados a menores escores de traços autísticos. Embora os resultados não apoiem um benefício preventivo da suplementação elevada de vitamina D sobre o risco de TEA na população geral, os achados geram hipóteses sobre uma possível influência dos níveis de vitamina D no neurodesenvolvimento, especialmente em subgrupos específicos, e reforçam a necessidade de estudos adicionais para esclarecer essa associação.