Experiência inicial com suplementação de vitamina D3 na função cognitiva em pacientes com NPSLE em Bangladesh
Sultana, N., Ihsan, M. A., Adnan, S. M., Kawser, M., Arefin, M. S., & Islam, S. N.
Link do artigo: https://journals.sagepub.com/doi/10.1177/02601060251410451#tab-contributors
Em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico com envolvimento neuropsiquiátrico (NPSLE) sob tratamento padrão, a suplementação adjuvante com vitamina D3 foi associada a melhora de parâmetros cognitivos e aumento dos níveis séricos de vitamina D ao longo de 6 meses de acompanhamento. Neste ensaio clínico randomizado (N=72), o grupo que recebeu vitamina D3 em altas doses iniciais por 6 semanas (40.000 UI), seguidas de dose de manutenção (2000 UI/dia) por 3 meses, apresentou elevação da 25(OH)D de 16,2 ± 4,9 para 28,3 ± 5,3 ng/mL (p ≤ 0,001), indicando correção parcial do status vitamínico. Observou‑se ainda que a diferença média das pontuações no Mini‑Mental State Examination (MMSE) foi maior no grupo suplementado em comparação ao grupo sem vitamina D (2,2 vs. 0,3 pontos), com tamanho de efeito classificado como médio (η2p = 0,460), sugerindo benefício cognitivo moderado nessa população. A análise de covariância indicou grande tamanho de efeito para a concentração de vitamina D (η2p = 0,714), reforçando o impacto da intervenção sobre esse marcador laboratorial. Em contraste, a hipoperfusão cerebral avaliada por SPECT não apresentou mudança estatisticamente significativa ao longo do tempo (p > 0,05), apontando ausência de evidência conclusiva de efeito da vitamina D3 sobre esse desfecho de imagem nas condições estudadas. Em conjunto, os dados sugerem que a vitamina D3 atuou como terapia auxiliar, com melhora mensurável da função cognitiva, sem demonstrar modificação significativa da hipoperfusão cerebral em NPSLE no período avaliado.
Sultana, N., Ihsan, M. A., Adnan, S. M., Kawser, M., Arefin, M. S., & Islam, S. N. (2026). Initial experience with vitamin D3 supplementation on cognitive function in NPSLE patients in Bangladesh.. Nutrition and health, 2601060251410451.
Efeito da suplementação de vitamina D nos biomarcadores da síndrome metabólica e da aterosclerose na epilepsia: um ensaio clínico randomizado
Handayani, S., Hafy, Z., Octaviana, F., Ali, Z., Parisa, N., Budikayanti, A., Agustini, D., & Partan, R. U.
Link do Artigo: https://medicinskiglasnik.ba/article/id/608/
Em adultos com epilepsia em uso de medicamentos antiepilépticos enzimáticos, a suplementação de vitamina D3 na dose de 2.000 UI/dia por 12 semanas foi associada a elevação dos níveis séricos de 25‑hidroxivitamina D [25(OH)D] e à modulação de biomarcadores relacionados à síndrome metabólica e à aterosclerose, em comparação ao placebo. Observou‑se aumento de 25(OH)D de +10,67 ± 8,16 ng/mL no grupo vitamina D, versus redução de −1,29 ± 3,96 ng/mL no grupo placebo (p < 0,001), indicando restauração do status de vitamina D na população estudada. Em relação aos desfechos metabólicos, a suplementação esteve associada a maior incremento de adiponectina (+1,38 ± 3,05 vs. +0,34 ± 1,89 μg/mL; p = 0,045) e a maior redução da proteína C reativa de alta sensibilidade (hs‑CRP −6,74 ± 14,65 vs. +1,81 ± 7,75 mg/L; p = 0,041), sugerindo efeito favorável em marcadores pró‑ateroscleróticos e inflamatórios. Por outro lado, não foram identificadas diferenças significativas entre vitamina D3 e placebo quanto às mudanças em HOMA‑IR (−0,24 ± 3,71 vs. −0,14 ± 3,38; p = 0,940), indicando ausência de efeito demonstrado sobre resistência à insulina no período avaliado, nem em relação à homocisteína (7,90 ± 1,79 vs. 8,15 ± 2,70 μmol/L; p = 0,290), apesar da melhora dos demais marcadores. Em conjunto, os achados apontam que, em pacientes com epilepsia em uso de ASMs enzimáticos, a vitamina D3, na posologia estudada, normaliza 25(OH)D e melhora adiponectina e hs‑CRP, sem evidência de impacto em HOMA‑IR ou homocisteína ao longo de 12 semanas.
Handayani, S., Hafy, Z., Octaviana, F., Ali, Z., Parisa, N., Budikayanti, A., Agustini, D., & Partan, R. U. (2026). Effect of vitamin D supplementation on metabolic syndrome and atherosclerosis biomarkers in epilepsy: a randomized controlled trial. Medicinski Glasnik.
Vitamina D na Encefalomielite Miálgica/Síndrome da Fadiga Crônica após COVID-19 ou Vacinação: Um Ensaio Clínico Randomizado
Kodama, S., Nakata, M., Konishi, N., Yoshino, M., Fujisawa, A., Naganuma, M., Kobayashi, Y., Hirai, Y., Kitagawa, A., Miyokawa, M., Mishima, R., Teramukai, S., & Fukushima, M.
Link do artigo: https://www.mdpi.com/2072-6643/18/3/521
Neste ensaio clínico randomizado, multicêntrico e aberto, foi avaliado o impacto da orientação estruturada para terapia de reposição de vitamina D sobre sintomas de encefalomielite miálgica/síndrome da fadiga crônica (ME/SFC) em 91 pacientes que desenvolveram ME/SFC como síndrome pós-vacinação (SVP) ou Sequelas Pós-Agudas da infecção por SARS-CoV-2 (PASC) e apresentavam 25(OH)D sérica <30 ng/mL. Os participantes foram randomizados 1:1 para um grupo de intervenção, que recebeu preparação ativa de vitamina D associada a orientação de reposição (suplementação diária de 25 µg, aconselhamento dietético, exposição solar e exercícios), ou grupo controle, que recebeu apenas a preparação ativa de vitamina D, por 12 semanas. O desfecho primário foi a mudança na contagem de sintomas de ME/SFC. Observou-se redução média de 6,7 sintomas no grupo intervenção versus 1,2 no controle, com diferença entre grupos de −5,6 sintomas (IC95% −7,2; −3,9; p<0,001), indicando efeito clinicamente relevante na sintomatologia. Os níveis séricos de 25(OH)D aumentaram de 18,6 para 27,1 ng/mL no grupo intervenção, enquanto no controle houve tendência de queda, com diferença média entre grupos de 10,2 ng/mL (IC95% 7,9; 12,5). A proporção de pacientes que passaram a apresentar <8 sintomas, deixando de preencher critérios diagnósticos de ME/SFC, foi maior no grupo intervenção (16 pacientes) em comparação ao controle (1 paciente; p<0,001). Análises de subgrupos indicaram que a associação entre o pacote de intervenção voltado à otimização global da vitamina D e a redução da contagem de sintomas foi consistente tanto em pacientes com ME/SFC pós-vacinação (SVP; n=56) quanto em pacientes com ME/SFC associada a PASC (n=29), dentro do período de 12 semanas avaliado.
Kodama, S., Nakata, M., Konishi, N., Yoshino, M., Fujisawa, A., Naganuma, M., Kobayashi, Y., Hirai, Y., Kitagawa, A., Miyokawa, M., Mishima, R., Teramukai, S., & Fukushima, M. (2026). Vitamin D in Myalgic Encephalomyelitis/Chronic Fatigue Syndrome After COVID-19 or Vaccination: A Randomized Controlled Trial. Nutrients, 18.